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Primeiro Aquathlon

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Simplesmente Apaixonante!
A primeira surpresa foi o zero nervoso na largada, acho que o fato de ter conversado muito com os atletas experientes da assessoria que escolhemos ajudou a minimizar os perrengues e sentir um pouco de tranquilidade neste nosso primeiro Aquathlon.
Meu marido e eu optamos em largar por último na tentativa de evitar braçadas e pesada na cara 😉, afinal de contas só fizemos 4 aulas no mar, somos bebês nadando 🤗. Mas a parte boa foi que não fomos os últimos a sair do mar 😉 e melhor ainda, nadamos 1000m sem parar pra descansar 😋.
Fizemos bem a transição e partimos para correr. Foram quase um quilômetro sem ver ninguém e pensei: “Caramba estou mal mesmo, sou uma das últimas” e ri bastante comigo mesma🤣🤣🤣”
Quando cheguei na trilha, avistei muitos atletas, porque tava brabo! Muita lama, muita subida, muita gente caminhando, difícil conseguir ultrapassar e mais uns dois tombos pra conta até a linha chegada.
O saldo disso tudo me surpreendeu, fiquei apaixonada pelo mar ♥️🤗
Vamos aos detalhes….

Expectativa da largada

Primeira vez no mar, após apenas 4 aulas no mar.
A ideia foi do marido, antes mesmo de começarmos as aulas de natação no mar ele já tinha nos inscrito neste desafio. Como sempre, aqui na nossa casa, a carroça sempre vai na frente dos bois.
Eu disse que seria uma loucura, que era para ele esperar um pouco, mas quando vi, estava recebendo a confirmação da inscrição por e-mail.
O primeiro passo após a inscrição foi escolher uma equipe para treinar natação no mar, escolhemos a @EquipeFox para nos ajudar e fomos bem sucedidos na escolha. Uma enxurrada de dicas recebemos, todas elas super valiosas. Desde o tipo de roupa, a forma como nadar no início, meio e fim, a maneira como sair do mar, o que ter na área de transição e todos os assessórios necessários. Pode parecer bobagem, mas nós não sabíamos nada e ainda estamos aprendendo 😁. Não tive muito tempo, para escolher a roupa, mas segundo orientações tinha que ser um macaquinho para sair do mar e correr, pois colocar qualquer roupa molhada seria um caos. Fui na Decathlon da Barra e comprei quase tudo que precisava, o macaquinho mais simples era o da Aptonia (comprei 14 anos) e serviu bem para uma prova curta, não incomodou nadinha, mas também tinha vaselina espalhada em várias partes do corpo…. Um baita receio me assar. Segundo os experientes, assaduras acontecem muito.
Como eu disse, para minha surpresa não senti medo, ansiedade ou nervoso. Recebi um abraço bem forte do marido na concentração e esperamos todos entrarem no mar. Como podem ver na foto fomos literalmente os últimos passar pela largada. Nossos filhos estavam no mar assistindo tudo. Eles contam que quando a sirene tocou o mar ficou branco de tantas braçadas e pernadas. Que bom que esperamos, tenho zero experiência para tomar braçada na cara.
E lá fomos nós, nadar anestesiados e com a adrenalina no topo.

1 km no mar de guaratiba

Caminhei até o mar, parecia que o mundo estava em câmera lenta. Na areia familiares dos atletas pulando, gritando, sorrindo. Na água vi meus filhos que sorriam e incentivavam: “Vai mãe, vai mãe”.
Um sorriso, um mergulho e purpurinas “Vai Aline agora é contigo”. A areia de Mangaratiba parece cheia de purpurina (são os minérios do trem que passa naquela região)
A primeira boia estava a 225m entrando no mar e a minha primeira meta era chegar nela com a respiração boa. Uma braçada, um olhar para frente, mais uma braçada e uma respiração para direita, mantendo a respiração ritmada e girando bem o corpo a cada braçada.
Neste ritmo fui me incentivando: “Vamos Aline, foco, você consegue”, a cada olhada para frente era uma onda que batia no meu peito e me levantava. Achava que Mangaratiba era flat, mais me enganei, para mim estava bem agitado.
Primeira parte vencida! Vire a esquerda e siga para a segunda boia a 285m, que foi a parte mais difícil, as ondas estavam batendo no meu lado direito e me empurrando, era difícil seguir em linha reta, mudei a respiração para o lado esquerdo e bebi um pouco de água salgada. Bateu um nervoso, mas vi muitos barcos da Marinha e da organização acompanhando os atletas, mantive a calma e segui.
Virei na boia 2 e mais 110m em direção a 3ª boia, encontrei algumas pessoas flutuando agitadas, falando muito, mas segui o plano e mantive meu ritmo de bebê. Esse era o trecho mais fácil, dava para aproveitar as ondas me impulsionando pra frente, na direção da areia. Mas como a brincadeira não era para ser fácil, virei a direita e avistei a 4ª boia eram mais 275m com a onda batendo no meu lado esquerdo, mudei a respiração para direita, assim evitava que a onda batesse no rosto ao respirar. Nesta parte do percurso nadei ao lado de umas 10 pessoas, os funcionários nos stand up incentivavam a galera e a emoção tomou conta do meu ser.
Ao passar o ombro direito na última boia rumo a areia, acelerei o ritmo, eram os últimos 105m, precisava ativar as pernas para correr.
Ao tirar o rosto da água vi meus filhos sorrindo e gritando: “Vamos mãe! O papai já chegou tem uns 10 minutos! Vamos logo! Corre!”
E eu estava anestesiada, com essa cara de boba da foto.

5km trail

Sai do mar e corri até a área de transição peguei o que precisava, vou listar abaixo e fui correr os 5km. 

(Água para lavar os pés; Toalha para secar os pés; Tênis com cadarço de elástico (para não perder tempo amarrando ou desamarrar na trilha); Água para beber; Gel de carboidrato e cinto porta número)

1min27seg na T1, uma troca de energia com os filhos e pronto, iniciei a corrida. Minha estreia no trail, assim como no mar. Estava ofegante, num ritmo bom, só precisava controlar a respiração.
Sai quase por último no mar e corri sozinha praticamente até o km 2. Ninguém na frente, nem atrás de mim, só o staff do Xterra e a linda paisagem.
No km1, passei pelo vencedor do Aquathlon, que corria olhando pra trás, quando passei por ele falei: “Vai, não tem ninguém perto de você” e com uma vantagem de 2min, ele terminou a prova em 33min48seg. Em seguida encontrei meu marido fizemos uma linda foto juntos e perguntei: “Tomou o gel de carboidrato na T1?” a resposta foi não, completei: “Te falei que era importante”.

Nadar consome muita energia, princialmente dos principiantes e correr logo depois é muito cansativo, então uma dose extra de energia é sempre bem vinda.
Estava a vontade com a corrida, afinal são 3 anos recebendo apoio e feedback da MP Run, que sempre realiza simulados na Floresta da Tijuca, para adaptação as dificuldades das trilha, então sabia que a respiração logo voltaria ao normal.
Até o 2km asfalto, a partir daí começou a tortura! encontrei muita gente andando, tipo assim: “Um atrás do outro igual um gafanhoto”. Trilha estreita, com subidas, lama, troncos e folhas. Escorreguei 4 vezes, meu tênis não era de trilha, mas o maior problema era a dificuldade em ultrapassar, mesmo pedindo.
No km3, atrás de um atleta disse: “Vamos corre, os batimentos já baixaram!”, e ele começou a correr muito, abrindo passagem e fui atras. De repente um louco passou gritando “Vambora nadadores, vamos correr!” e desceu voando a ladeira de barro.
No último trecho de asfalto, à 1km da chegada, soltei as pernas e corri o mais rápido que deu. Quando virei na reta final, única coisa que conseguia ver eram os sorrisos dos meus filhos e a felicidade transbordava do meu coração.

Chegada

Não vou esquecer as carinhas da Alice e do Xande quando me viram chegando. Eles que sempre são protagonistas na minha vida, neste dia foram torcida! E que torcida! Aquela de encher, até transbordar o coração de felicidade. Só faltou a minha Nanim, minha filhota mais velha que estava estudando em Portugal na época, mas tenho certeza que ela torceu lá de Portugal. Te amo filhota! Esta foi a linha de chegada mais comemorada! Fiquei bem emocionada e muito feliz!
A primeira coisa que eu pensei foi: “Já acabou?!” Se fosse possível entraria no mar e começaria tudo novamente, mas desta vez já sabendo que a brincadeira era boa pra caramba.
Ao me ver Xande disse: “Chegaram só 5 velhas🙄, que pareciam ter a sua idade” e completou “Tô brincando, mas acho que você chegou em 6 lugar!
E, não é que o filhote acertou as duas informações que me passou.😊😁 Além de ser velha mesmo, com muito orgulho, fui a 6 colocada na minha faixa etária! Como o Xande havia observado. A surpresa foi muito boa, não pela colocação, mas pelo esforço empregado, diariamente, na superação dos meus limites como atleta, mãe, esposa e como um ser humano em constante evolução.
Outro fator que me impressionou foi a quantidade de pessoas que se dispõem a realizar estas modalidades. No Aquathlon foram 160 atletas amadores (122 homens e 38 mulheres), no Triathlon foram 177 atletas (150 homens e 27 mulheres). Na minha faixa etária, tinham 13 mulheres, fui a 12ª a sair do mar e a 3ª na corrida.
No Geral feminino, tinham 38 mulheres, fui a 35ª a sair do mar, e a 6ª na corrida.
Resumindo, meu primeiro Aquathlon em 6º Lugar na Faixa Etária e 18º no Geral, tá maravilhoso!
Somos todas campeãs, pois estamos diariamente superando nossos limites neste esporte lindo que exige tanto de nós e amamos tanto, todos os dias.
Enfim, a corrida me define! Mas em breve a natação também me definirá, pois quando a vontade é grande, ninguém segura nossos sonhos de superação pessoal!
Ao meu marido, @hbar820, meu muuuuito obrigada por estar sempre me mostrando que não há limites para nossos sonhos. Te amo!
Próxima parada Ilhabela😛

Xterra Aquathlon
Date
9 de February de 2019
Category
Aquathlon, slide portifolio, top11
Client
Xterra