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Rei e Rainha do mar

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A realeza fez bonito! Parabéns a todos nós que tivemos coragem de entrar de cabeça neste mar e flutuar nestas montanhas de água.
O nervoso foi tão grande que meus batimentos cardíacos foram as alturas e adrenalizou total, pareciam correntes elétricas passando por minhas veias.

Essa era minha terceira prova no mar, meu primeiro @reierainhadomar e as três foram competições completamente diferentes 🙄. 

A preparação para prova

Há vinte dias tive uma encrenca no ombro esquerdo e fui fazer fisioterapia e educativos na piscina, me afastei do mar neste período, dizem que isso acontece demais com nadadores iniciantes.

Na sexta-feira antes da competição, fui a Copacabana, mas estava com ondas altíssimas e não treinei; sábado estive novamente na tenda da equipe e o mar não estava para peixe, as ondas estavam mais alta que sexta. Ouvi na rádio que a Marina emitiu um alerta para evitarem esportes no mar, até a noite de sábado, devido a forte ressaca.

Então imaginem como acordei no domingo? Tensa, estressada e com medo. Sim tive medo, fiquei enjoada até minutos antes da largada. Aliás, já é a segunda vez que isso acontece comigo antes de uma prova.

Domingo amanheceu assim, com sol e o mar super mexido, com ondas altas, mas bem melhor que sexta e sábado. Alisson ficou comigo o tempo inteiro, tentando me deixar calma ❤️ e diante daquele medo, me senti mais confortável indo de roupa de borracha, para melhorar a flutuabilidade e me sentir mais segura.
Os homens largaram 7:15, antes ganhei um beijo e um abraço do marido, minha adrenalina começou a subir e, misteriosamente, o enjoo passou. Fui bem pra frente, não tinham muitas mulheres, queria ouvir as instruções da prova. Naquele momento decidi largar junto com todas as meninas e não entrar por último no mar como das duas primeiras vezes. Queria estar junto com elas quando fosse encarar aquelas ondas, que para mim eram gigantes.
A buzina tocou, chegou a hora de encarar o mar.

A largada e o mar de ressaca

Achei que estava melhor, que o nervosismo tinha passado.

A buzina tocou, corri para o mar e as ondas começaram a bater forte. Então parei, contei (como me ensinaram, após 3 ondas grandes vai acalmar) e fui, mas a quarta onda era bem, mas bem grande também, mergulhei, colei o peito na areia e a onda quase levou meu óculos. Subi, e a quinta era gigante, colei novamente o peito na areia. Levantei, olhei para o lado e uma menina estava com a mesma cara de desespero que eu devia estar. Avancei mais, mergulhei e passei. UFA! Com toda certeza, meu coração estava a mais de 100% da minha capacidade. Precisei parar e ficar ali, por uns segundos me acalmando. Pensei: “Será que consigo?” Olhei as bóias do trajeto e gritei: “Vambora Aline”.
O mar estava muito mexido, eram muitas ondas, nos 200m iniciais já se via pessoas boiando, devia ser o nervosismo da entrada, naquele momento eu só pensava em manter a calma e não parar. Concentrei na respiração e fui me acalmando. Quando virei na segunda boia, comecei a ir no mesmo sentido das ondas e que coisa estranha, eu dava uma braçada e despencava depois que a onda passava, uma sensação de correr em montanhas, um sobe e desce muito esquisito, caia a todo momento. Num determinado momento, quando o sol estava bem do meu lado direito e não conseguia enxergar direito, dei uma braçada e minha mão atingiu de cheio o rosto de uma menina. Nossa foi um tapão! Tive que parar para me desculpar e ver se ela estava bem. Queria aproveitar para me desculpar melhor (se ela por acaso ler este post) e dizer que não deu para evitar, pois não consegui te ver ali, devido ao sol forte nos meus olhos e minha inexperiência também.
Passando pela última boia tinha uma correnteza que me dificultou sair do lugar, eu dava várias braçadas e quase não saia do lugar, isso foi me deixando tensa. Então quando veio uma onda eu acelerei as braçadas e consegui sair daquela pedacinho estranho do mar, felizmente. Agora, chegando na reta final, meu coração voltou a acelerar, meu pensamento era: Como vou sair? Será que vai dar? Aí papai do céu me ajuda! E não é que ele ajudou! Sai de boa e com esse sorriso que você tá vendo nas fotos
Agora partiu correr?

A dureza de correr 5 km na areia

Tirei a roupa de borracha ainda no mar, sentei na areia para tirar a parte que ficou presa nos pés e comecei a correr com a roupa de borracha, touca e óculos na mão. Não tinha onde deixar, não tinha uma transição. A Equipe Fox disse que teria  staff na areia para pegar a roupa do pessoal, mas não encontrei, quando passei perto da tenda da equipe, abortei uma pessoa na praia e pedi para entregar na tenda amarela. Acabei dando sorte de ser uma pessoa honesta e deixou tudo la direitinho pra mim.

Comecei a correr perto do mar, na areia dura, coração estava muito acelerado, respiração ofegante, pensei que depois dos primeiros 500m tudo ia se estabilizar, o que aconteceu, mas aí veio a dorzinha na panturrilha. A corrida na areia é diferente, por estarmos descalços pisamos de uma maneira diferente e o pé afunda mais, as panturrilhas são mais acionadas e começam a queimar.

Chegando na curva 2,5km a volta era pela areia fofa, aí que as panturrilhas gritaram para valer e foi inevitável reduzir um pouco o ritmo. Mesmo assim fui seguindo buscando forças até que a linha de chegada era visível e meus músculos em euforia agradeceram.

Esse Rei e Rainha do Mar foi surreal, nunca esquecerei!!!

Date
19 de May de 2019
Category
Aquathlon, Natação, slide portifolio, top11