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O primeiro Triathlon

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Esse foi para o ranking das melhores experiências que experimentei na vida.
Sempre gostei de esportes, mas só fui experimentar a corrida aos 36 anos. Como eu não sabia correr, fui intercalando um minuto correndo e um minuto caminhando, pois faltava fôlego e coordenação. Até que, com um pouco mais de treino, eu comecei a correr sem parar. Quanto mais tempo dedicava a corrida mais alegria pessoal ela me trazia. Então, é claro que não foi mágica, foi foco, disciplina e dedicação.
De 2016 até 2018 venci muitos recordes pessoais e fui premiada com 7 pódios.😍 O que me levou a buscar novos desafios pessoais.
No final de Janeiro de 2019, muito mais por incentivo do marido, iniciamos no Triathlon e tive a oportunidade de conhecer duas novas modalidades esportiva.
Dia 27 de janeiro pedalei pela primeira vez uma bike speed;
Dia 30 de janeiro fiz minha primeira aula no mar e pude perceber o quanto eram difíceis estas novas modalidades, mas eu gosto de desafios, então, em 09 de fevereiro fui para o meu primeiro Duathlon, no X-Terra (Natação + Trailrun)
Hoje, 24 de Março de 2019, foi dia do meu primeiro Triathlon, depois de dois 2 meses de treino.
Se eu gostei? Não, eu amei!
O que mais me encantou? Foi a solidariedade dos competidores. O tempo inteiro vemos um ajudando o outro, seja dando apoio, puxando no ritmo, participando do tal vácuo, gritando, torcendo…. E o mais importante para que as 3 modalidades transcorresse bem foi a perfeita organização.
Meu primeiro triathlon foi o Estadual – RioTriathlon/Sprint – Etapa 1 (Natação: 750 metros – Ciclismo: 20 km – Corrida: 5 km), que fiz junto com meu marido e foi incrível!
Tenho certeza absoluta que tudo depende de foco, disciplina e dedicação. Hoje já tenho meu primeiro tempo oficial e a partir deste primeiro passo vou poder mensurar minha evolução.
Quero deixar registrado no meu site tudo que aconteceu neste inesquecível domingo de 24 de Março de 2019!

A preparação

Deixo aqui o relato de uma total iniciante. Tudo começou na semana que antecede a prova, tentei manter o ritmo de treinos até quarta-feira, depois diminui a intensidade. Na véspera da corrida hidratei bastante e no jantar fiz uma reserva de carboidratos, tipo macarronada a bolonhesa (no semana da prova não é momento de experimentar nada novo).
Faço meu check list, já deixo tudo separado e vou dormir (tento 8 horas de sono), mas fico tão ansiosa que acordo quase que de 1 em 1 hora. Sempre tomo chá de camomila e tenho o hábito de tomar 5ml de magnésio diluído em água diariamente próximo da hora de dormir, me relaxa e me faz dormir melhor.

Acordei tomei meu café da manhã, rico em alimentos de rápida absorção, tipo frutas, pães, suco de uva e evito bebidas duas horas antes da largada. No caso de sede bebo uma pequena quantidade.
Última conferência nos itens do check-list e partiu para o local da prova.
Com 1 hora de antecedência é o suficiente para me arrumar e organizar a área de transição, lá deixei:
T1: NataçãoxBike
– Capacete;
– Tênis, não tenho sapatilha, já com o chip;
– Uma água, para beber assim que chego da natação e outra congelada presa na bike, com isotônico;
– 2 gel, um quando chegar da natação e outro 20min depois, no percurso da bike;
– Kit furo (bomba de mão ou co2, pá, câmara de ar);
– óculos ;
– protetor solar;
T2: BikexCorrida
– viseira;
– água e 1 gel;
– cinto com o número de peito;
Hora de me arrumar para Natação: O ideal é usar um macaquinho de triathlon, mas como ainda não tinha, fui de maiô e short de triathlon.
Passei protetor solar e vaselina nas pernas, braços, virilha, pescoço e embaixo do braço; coloquei a roupa de borracha, touca da prova, óculos e protetor de ouvido. Fui até a água verifiquei a temperatura, o percurso da natação, perguntei ao staff o esquema das bóias (com qual ombro passo pelas boas, direito ou esquerdo). Na largada, me posicionei atrás, por ser mais lenta, não queria atrapalhar e nem ser atropelada.
Homens largaram às 8h, mulheres às 8h03 e lá fui eu para os meus 750m com um friozão na barriga. 

A Natação

Veio a dúvida na cabeça, uso a roupa de borracha ou não? Perguntei ao treinador e ele disse: “Eu sempre uso”. Então vou usar.
E ainda bem que coloquei, pois para muitos o mar estava uma piscina, mas para mim estava um pouco mexido e a roupa ajudou muito a flutuar.
Como eu disse larguei atrás, para não atrapalhar as mais rápidas, nem tomar braçadas e pernadas na cara. Algumas meninas dispararam, mas outras nadaram braço a braço comigo (sinal que não estou tão mal assim).
Primeiro obstáculo era furar as ondas do Recreio, que além de ter uma faixa maior de areia deixando raso por mais tempo, não era aquela piscininha de Copacabana, mas como peguei dois dias de ressaca em Copacabana antes da prova, o mar do Recreio não me assustou tanto.
Nadei o tempo inteiro sem parar, num ritmo constante, de moderado a forte, com o coração mais acelerado que nos treinos (batimentos entre 140 e 165 bpm) e respirando 2×1(não consigo fazer diferente em situação de estresse, mas estou tentando). Tentei evitar, mas tomei braçadas e pernadas na cara. Tive companhia por todo percurso e ainda consegui alcançar alguns homens, que largaram na frente das mulheres.
Cada bóia ultrapassada era uma vitória! Quando virei na terceira bóia, procurei pela última, “A bóia vermelha”, como estava na direção do sol tive dificuldade de enxergar e fui seguindo o fluxo, até que a chegada estava visível e a única coisa que desejava era chegar nela.
Faltando 50 metros, acelerei a pernada para “ativar” as pernas e sair correndo da água. Quando fiquei de pé, tirei a roupa de borracha e sai com ela, a touca e o óculos na mão. Foi bem mais fácil tirar a roupa ainda na água.
Corri 350m em direção a transição num pace de 6´20, com o coração batendo a 180bpm, na boca.
Na transição deixei minha roupa/óculos/touca, prendi o capacete, coloquei o tênis, bebi água com gel, coloquei o óculos de sol e empurrei a bike até a faixa vermelha, local para montar e começar apedalar os 20km mais desafiadores até o momento, pensando:
“Que eu tenha forças para correr depois disso. Ah! Esqueci de passar o protetor solar”

O Ciclismo

Passei pelo tapete vermelho, montei na bike, ajustei as marchas e fui para a minha parte mais difícil. O pedal!.
A orientação foi: “aproveite o ciclismo para se hidratar”, só que a organização não oferece água no percurso dos 20km, a hidratação era por minha conta. Levei 500ml na bike e tomei o gel antes de sair da transição.
Estava muito sol na Orla do Recreio, Alisson já tinha passado pela transição, pois a bike dele não estava mais lá quando peguei a minha. Eu estava sozinha, meu relógio não tem modo triathlon, estava no modo corrida, não tinha como verificar a velocidade, nem a cadência, acabei ficando sem orientação. Então resolvi acompanhar meus batimentos cardíacos e me guiar pelo esforço.
Passei dois homens e um pouco antes do km 5 uma mulher gritou: “Esquerda” e passaram pelo meu lado esquerdo, três mulheres e um homem. Tentei acelerar e acompanhar o grupo, para ter uma referência melhor.
Uma dessas mulheres estava ao meu lado na transição e saímos para pedalar praticamente juntas. Coloquei bastante força no pedal e acompanhei o grupo até o km 12. Dalí em diante ficou apenas eu e a Tati da Equipe Sky, nos conhecemos ali mesmo, trocar palavras, apenas gestos. No final da prova descobri que era a primeira prova da Tati também. Fomos nos ajudando na bike, revezando no vácuo. O que foi maravilhoso para mim.
Faltando 1,5km para chegar a T2, passei pelo Alisson, falei: “Vem”, queria que ele aproveitasse o vácuo, mas ele não veio. Depois descobri que o pneu traseiro furou e ele correu empurrando a bike por 1,5km. Brabo😳!
Bem perto da T2 tinha uma curva acentuada, fui vendo ela se aproximando e não consegui fazer a curva direito, por muito pouco não cai da bike, apenas bati o pedal com força na calçada.
Pronto, cheguei na T2, desmontei antes do tapete vermelho, empurrei até o cavalete, prendi a bike, tirei o capacete, já estava de tênis, pois ainda não tenho sapatilhas, coloquei o cinto com o número de peito, a viseira, tomei um gel de carbo + água e partir para os 5kms mais surpreendentes da minha vida!
Está na hora de correr 😁

A Corrida

Quando estava na T2 pronta para correr os próximos 5km, dei uma olhada para minhas coisas e tive certeza que não faltava nada, além do protetor solar. Peguei minha água e sai trotando num pace de 6’20, quando passei pelo tapete vermelho, deixei a garrafa de água e senti minhas pernas aceleradas, parecia que ainda estava na cadência da bike e somada aquela adrenalina, senti como se uma explosão fosse acontecer. Cogitei a hipótese de segurar meu ritmo, mas não, vou dar meu melhor até enquanto aguentar.
Quando olhei para o relógio o pace estava 4’11, com frequência cardíaca em 186 bpm (acima dos meus 100%), respirando bem acelerado pela boca e nariz,  mas me sentia super bem. Aos poucos a frequência cardíaca estabilizou entre 175 e 180 bpm e mantive o ritmo.
Após correr 500m já avistava a maioria das meninas que haviam me passado no percurso da bike, pensei: “Aline, 5km é pressão, você está careca de correr 5km, vamos?! Vamos com tudo… 1, 2 e 3 …” E fui… passei uma, duas, três, quatro, cinco, seis…. O sol está castigando, mas eu me sentia super bem, não ventava nada. O ar estava liso, como gosto. Passei pelo 2,5km, bebi água, molhei a cabeça, as costas, os braços, dei mais uma olhada para o relógio e está lá, mantendo ritmo 4’15… Perguntei para a Aline interior: “Está tudo bem aí? Pernas? Postura? Braços?” e veio a resposta: “Tudo ótimo! Pode continuar…. Então tá, estufa o peito e vai”… Dali em diante não contabilizei mais as ultrapassagens, parecia que tudo estava lento e comecei a apreciar cada detalhe do trajeto, o mar, o céu, as pessoas assistindo, sorrindo, fotografando, gritando, dando força e eu apenas sentia um enorme prazer em estar ali.
Até que avistei a linha de chegada, estava me sentindo super bem e pensei: “Agora é a hora de dar aquele sprint final, vai!” e os últimos metros fechei com um pace de 3’52. Mágico!
Estava totalmente em estado de fluxo, realizada e imensamente feliz, cruzei a linha de chegada do meu Primeiro Triathlon!

A linha de chegada

Emocionada e muito feliz cruzei a linha de chegada do meu Primeiro Triathlon!

Nem nos meus melhores sonhos eu terminava assim. Não sentia meu corpo, estava anestesiada, terminei super bem e fiquei ali, na linha de chegada esperando meu amor, e, conforme as meninas chegavam era automático nos parabenizarmos uma energia maravilhosa. A Thati, minha parceira no ciclismo, cruzou a linha de chegada com uma carinha ótima! Logo depois avistei o marido vindo e fui recebê-lo, com todo meu amor e “MISSÃO CUMPRIDA”

A estrutura da corrida foi muito bacana, fora a questão de ter pouca água no percurso, todo o restante foi bem satisfatório. A área do atleta, maravilhosa! Bebidas, frutas variadas e sanduíches; uma área de RECOVERY show com Crioterapia por imersão; Bota de compressão; Eletroestimulação e Massoterapia esportiva… Lógico que eu aproveitei, relaxei e adormeci tbm…

Eu não esperava pódio nesta primeira prova, mas é lógico que fiquei interessada em saber como foi meu desempenho em relação às meninas da minha faixa etária. Fiquei MEGA feliz com meu resultado com dois meses de treino, até que fui bem.

Triathlon Sprint tem as seguintes distâncias:
Natação 750m
Ciclismo 20km
Corrida 5km

Vou registrar meus tempos aqui no “Meu querido diário de treinos”. Objetivo é acompanhar melhor minha evolução nas próximas provas. Fiz um levantamento do meu tempo e comparei com a média do grupo F3539.

NATAÇÃO + T1: 10º Colocada 

Eu: 23:50
F3539: 21:51

CICLISMO + T2: 11ª Colocada 

Eu: 41:59
F3539: 42:45

CORRIDA: 2ª Colocada 

Eu: 20:07
F3539: 25:01

Tempo Final

 Eu: 01:26:42
F3539: 01:28:52

Adoro correr provas de 5km, nas nunca completei uma prova em 20min, meu melhor tempo havia sido 22min50.
Então você pode ter uma noção da minha felicidade em terminar tão bem este Triathlon, fechando os 5km em 20min. Sendo a segunda melhor corredora do meu grupo ♥️ o que me garantiu a sétima colocação na minha faixa etária.
.
Agora é continuar pegando firme nos treinos para continuado evoluindo na natação e na bike ✔️
Que venha o Rei e Rainha do Mar ♥️😜🤗

Date
24 de March de 2019
Category
slide portifolio, top11, Triathlon